sexta-feira, 6 de maio de 2022

A GEOMETRIA NAS CULTURAS INDÍGENAS E AFRICANAS

 

A GEOMETRIA NAS CULTURAS

INDÍGENAS E AFRICANAS

ATIVIDADE INTERDISCIPLINAR

Nas áreas de Matemática (profº Ricardo e Profº João), Arte (profª Claudineia) e Informática (profº Eduardo), trabalhamos nesse bimestre a influência das culturas indígenas e africanas na geometria. Pesquisamos as formas utilizadas na geometria e sua significância nas diferentes culturas. Constamos que uma das marcas mais presentes são os grafismos nas pinturas de cerâmicas com motivos geométricos como ângulos e polígonos que além de contemplar a geometria fazem parte da natureza, os indígenas carregam no corpo e no rosto a identidade cultural do seu povo e as pinturas são as marcas de muitas etnias sendo diferentes para cada ocasião e representação.

Por: Profº Ricardo Pellegrini
















quarta-feira, 6 de abril de 2022

FORMAÇÃO DA EQUIPE CIEJA - CONHECENDO UM POUCO MAIS SOBRE O UNIVERSO TRANS

UNIVERSO TRANS
"QUE O AFETO NOS AFETE"

Temos recebido homens e mulheres trans do Centro de Acolhida João Nery e do Centro de Acolhida Casa Florescer II. Desse modo, entramos em contato com os dois centros de acolhida para conhecer um pouco mais sobre o trabalho desenvolvido e estabelecer parcerias para futuras matrículas.

Como tratamos em nosso Projeto Político Pedagógico (PPP), nossas concepções estão em toda parte, inclusive nos cartazes que colocamos no CIEJA, respeito à diversidade e a garantia da representatividade. Cartazes que asseguram o direito de serem chamados pelo Nome Social, quando for o caso, bem como o acesso aos banheiros da escola.

Em 06 de abril, tivemos o prazer de receber em nossa escola as responsáveis da casa João Nery: Déborah La Rocca (gerente) e Sara dos Santos (psicóloga) para conversarmos a respeito dos serviços prestados pelo Centro de Acolhida.

Nessa formação, entendemos como funciona a casa e tivemos a informação de que atualmente, temos mais de 30 mil pessoas em situação de rua e avançar na acolhida dessa população é uma meta da Secretaria da Assistência. Porém, para além disso, é preciso compreender suas vulnerabilidades  e perceber que ser e estar neste mundo vai para além da nossa genital

Fica o ensinamento de que só precisamos nos aproximar para tentar entender o outro que é sempre necessariamente diferente de mim e de você. No CIEJA é lugar de pessoas, sejam elas trans ou não! Aqui é o lugar de todes!

Por: Viviane Moreiras
Coordenadora Pedagógica









segunda-feira, 4 de abril de 2022

FORMAÇÃO DA EQUIPE CIEJA - AUTISMO EM PAUTA

FORMAÇÃO DA EQUIPE CIEJA
AUTISMO EM PAUTA

Na última semana, recebemos os sr. Eliseu Acácio e seu filho Lucas em nossa escola.
A ideia de trazermos formadores para o debate é uma ferramenta pedagógica importante. Temos recebido em nossa escola um número expressivo de autistas, desse modo, convidamos no último dia 04 de abril, em nosso horário do PEA o sr. Eliseu, para batermos um papo e nos aprofundarmos um pouco mais sobre o universo do Transtorno do Espectro Autista.

O Sr. Eliseu Acácio é um homem simples, engajado e que luta dia a dia por seu filho Lucas.
E como ele mesmo traz: “Sou pai do Lucas, que é Autista, em tempo integral”.

Ele nos trouxe pontos importantes para o diálogo: a necessidade de acompanhar de perto; impor limites; de que as dificuldades se transformam ao longo do tempo; institucionalização; crises de agressividade são diferentes do ser agressivo; resiliência.

Apresentou com leveza e ao mesmo tempo de forma complexa o que é ser pai de autista, como comentamos, nós aqui da escola, passamos apenas 2h15 com eles, o restante das horas é com a família que eles estão e se desenvolvem.

Mesmo que possamos considerar natural o amor que envolve as relações parentais, não podemos ignorar e nem tampouco romantizar as dificuldades e os desafios de lidar com pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Aprendizado, inspiração e reflexão foi o resultado dessa tarde com o sr. Eliseu Acácio e seu filho Lucas.

Por: Viviane Moreiras
Coordenadora Pedagógica










sábado, 26 de março de 2022

CAROLINA MARIA DE JESUS NA VEIA - APRENDIZADO, INSPIRAÇÃO E REFLEXÃO EM NOSSA REUNIÃO PEDAGÓGICA

 REUNIÃO PEDAGÓGICA

EXPOSIÇÃO CAROLINA MARIA DE JESUS


Seguindo sugestões do grupo para aprimorar a nossa formação, pensamos em atividades tanto internas quanto externas, um exemplo disso foi a nossa primeira Reunião Pedagógica de 2022 realizada no Instituto Moreira Salles (IMS), no último dia 26 de Março, visitamos a exposição de “Carolina Maria de Jesus: um Brasil para os brasileiros”. 

E por que Carolina? Porque Carolina traz uma trajetória, muitas vezes, parecida com o público da EJA, porque representa a força de uma mulher, negra e favelada. Conhecer mais profundamente sua trajetória também nos enriquece e traz elementos mais fortes no trabalho com os estudantes. A exposição é dedicada à trajetória e à produção literária da autora e tem como objetivo apresentar sua produção autoral que inclui a publicação, em vida, de suas obras. Além de destacar suas incursões como compositora, cantora e artista circense.

Reunião Pedagógica realizada no IMS Exposição Carolina Maria de Jesus: Um Brasil para os brasileiros.

Reunião Pedagógica realizada no IMS - Exposição Carolina Maria de Jesus: Um Brasil para os brasileiros.


Todo o grupo se envolveu com a exposição, a cada instalação descobríamos mais sobre a trajetória dessa grande mulher. Frases que nos causavam impacto, comoção, reflexão... O grupo analisou diversos objetos que lá estavam como a colher com um gancho na ponta: uns chegaram a pensar que a fome dói chegando a cortar os corpos dos famintos, porém após muitas análises gostamos bastante da fala da professora Luciana ao dizer que a fome muitas vezes pode ser uma disputa de poder, onde algumas pessoas da sociedade podem usá-la para fisgar a população.



Outra reflexão foi sobre um tamanco confeccionado de açúcar, o calçado era símbolo de pessoas escravizadas quando conquistavam a sua alforria. Na análise surgiram interpretações de que o tamanco foi representado de açúcar porque a liberdade é doce. Mas também chegamos a conclusão de que o açúcar, apesar de doce, se exposto à água pode se desfazer, simbolizando a fragilidade dessa tão doce liberdade.



Para fecharmos a Reunião, levamos ao grupo balas com palavras escritas em cada uma delas: Desigualdade, Resistência, Pobreza, Luta, Racismo, entre outras. A ideia é que esse aporte pedagógico fosse um disparador de falas, do que havia sido significativo na visita para cada um e o que aquelas palavras remetiam após visitarmos a exposição, quais sentidos elas tomavam. E foi curioso que a bala que trazia a palavra pobreza foi rejeitada de maneira veemente pela maioria dos professores.



Como de fato sabemos, não há atrativo nenhum na pobreza, ela fere, maltrata, exclui e promove crueldades impossíveis de se conviver, porém, ela fez parte da obra de Carolina Maria de Jesus, permeou todos os seus registros e foi escancarada para quem assim fizesse uma leitura, mesmo que superficial de seus livros.

Saídas Pedagógicas enriquecem tanto a nós educadores quanto aos estudantes, por essa razão temos a intencionalidade de realizarmos saídas durante o ano, porque a aula ocorre dentro e fora da escola. Temos uma cidade educadora que nos oferece múltiplas possibilidades de aprendizado.

A Cidade de São Paulo, mesmo que negligenciada em vários aspectos, tem sua efervescência cultural exalando pelos póros, todos os cantos dessa metrópole, de maneira convencional ou não, quer seja nos territórios mais centrais e privilegiados com seus aparelhos culturais, ou nas periferias com estruturas improvisadas em gritos de expressão de resistência, a cultura se manifesta nas mais variadas formas, o importante é ter um olhar treinado e saber problematizar as questões para que sempre haja possibilidades de nutrição estética, degustação de arte pura, até a potencialização da criticidade dos nossos estudantes e equipe docente.

Por: Cirley Mendonça e Viviane Moreiras
























sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

CONHEÇA A EQUIPE CIEJA POR TRÁS DA MÁSCARA

Em tempos de pandemia, os sorrisos foram encobertos pelas máscaras de proteção. Então conheça a Equipe Cieja Santana Tucuruvi por trás da máscara! 

😷😄#DREJT #escolapublicadequalidade

Viviane Moreiras
Coordenadora Pedagógica